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segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Pe Paulo Ricardo responde acusações sobre a Igreja católica única igreja edificada por Jesus Cristo!


Quem estuda conhece a verdade, quem ouve os pastores maus intencionados, conhecem um dilema de verdades enganosas.



palestra de padre Paulo Ricardo, sobre evangelho de judas e código davinci. Por que não há Bíblia sem Igreja ?!!!

 
 
 


Estudem a palavra antes de saírem julgando, só existe uma igreja edificado por cristo " a católica", o resto são frutos da ganância do homem tirem isso por vocês mesmos!

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

A Doutrina da Santa Igreja Católica!

A doutrina católica é constituída pelo conjunto de dogmas e verdades de fé , de ensinamentos , de preceitos e de leis da Santa Igreja.
Estruturando-se , pois , sobre o Texto-Sagrado que contém a palavra de Deus e Seus mandamentos  , sendo também formada pela sagrada tradição , pelo magistério infalível da Santa Igreja , magistério expresso nos documentos dos concílios universais e nas decisões e pronunciamentos papais , bem como em todo documento que possua aprovação da autoridade eclesiástica.
A doutrina católica consiste , pois , dos dogmas de modo geral, da condenação das heresias e da missão de ensinar e de santificar da Igreja , para a salvação das almas e para a maior glória de Deus.
Constituem elementos principais da doutrina católica : o Credo Niceno-Constantinoplano (325-381), o governo da Igreja , sua hierarquia , a instituição do papado , o colégio episcopal , seus tribunais , seus concílios , bem como os dogmas da Santissima-Trindade , os dogmas sobre o Cristo , os dogmas marianos ,  sobre o homem , o culto aos santos  , os santíssimos sacramentos : do batismo, da penitência, da eucaristia, da crisma, da ordem, do matrimônio e da unção dos enfermos , que transmitem a graça divina necessária para a santificação dos homens e do mundo , e , mediante os quais ,  a Igreja realiza a sua missão.
As fontes documentais mais relevantes da doutrina católica são pois : o Catecismo , o Código de Direito Canônico ,os documentos papais, os documentos das autoridades eclesiásticas ; os documentos conciliares e todos os textos de santos da Igreja , bem como , os textos de seus  doutores devidamente aprovados.
Para sermos bons cristãos - perseverarmos na palavra de Deus - devemos conhecer sempre melhor a santa doutrina da Igreja , porque - ao conhecê-la - poderemos transmitir mais perfeitamente as verdades de Deus , evitando o erro ,e, conseqüentemente, o mal e o pecado .




O Cristo disse : "Eu sou o caminho , a verdade e a vida , ninguém vem ao Pai , a não ser por mim" ( Jo14,6 ); os cristãos , ao seguirem Jesus , devem , portanto , viver da Verdade , viver do amor do Cristo e transmitir as verdades de Deus.

Vejam todos papas da igreja católica desde Pedro!



1.São Pedro (32-67)
2.São Lino (67-76)
3.São Anacleto (ou Cleto) (76-88)
4.São Clemente I (88-97)
5.Santo Evaristo (98-107)
6.São Alexandre I (107-115)
7.São Sixto (ou Xisto) I (115-125)
8.São Telésforo (125-136)
9.São Higino (136-140)
10.São Pio I (141-155)
11.São Aniceto (155-166)
12.São Sóter (166-175)
13.São Eleutério (175-189)
14.São Vitor I (189-199)
15.São Zefirino (199-217)
16.São Calisto I (217-222)
17.São Urbano I (222-230)
18.São Ponciano (230-235)
19.São Antero (235-236)
20.São Fabiano (236-250)
21.São Cornélio (251-253)
22.São Lúcio I (253-254)
23.São Estéfano I (254-257)
24.São Sixto II (257-258)
25.São Dionísio (260-268)
26.São Félix I (269-274)
27.São Eutiquiano (275-283)
28.São Caio (283-296)
29.São Marcelino (296-304)
30.São Marcelo I (308-309)
31.São Eusébio (309 – 310)
32.São Miltíades (311-314)
33.São Silvestre I (314-335)
34.São Marco (336)
35.São Júlio I (337-352)
36.Líbero (352-366)
37.São Damaso I (366-383)
38.São Sírico (384-399)
39.São Anastácio I (399-401)
40.São Inocêncio I (401-417)
41.São Zósimo (417-418)
42.São Bonifácio I (418-422)
43.São Celestino I (422-432)
44.São Sixto III (432-440)
45.São Leão I Magno (440-461)
46.São Hilário (461-468)
47.São Simplício (468-483)
48.São Felix II (III) (483-492)
49.São Gelásio I (492-496)
50.Anastácio II (496-498)
51.São Símaco (498-514)
52.São Hormisdas (514-523)
53.São João I (523-526)
54.São Félix III (IV) (526-530)
55.Bonifácio II (530-532)
56.João II (533-535)
57.São Agápito I (535-536)
58.São Silvério (536-537)
59.Vigílio (537-555)
60.Pelágio I (556-561)
32.São Miltíades (311-314)
33.São Silvestre I (314-335)
34.São Marco (336)
35.São Júlio I (337-352)
36.Líbero (352-366)
37.São Damaso I (366-383)
38.São Sírico (384-399)
39.São Anastácio I (399-401)
40.São Inocêncio I (401-417)
41.São Zósimo (417-418)
42.São Bonifácio I (418-422)
43.São Celestino I (422-432)
44.São Sixto III (432-440)
45.São Leão I Magno (440-461)
46.São Hilário (461-468)
47.São Simplício (468-483)
48.São Felix II (III) (483-492)
49.São Gelásio I (492-496)
50.Anastácio II (496-498)
51.São Símaco (498-514)
52.São Hormisdas (514-523)
53.São João I (523-526)
54.São Félix III (IV) (526-530)
55.Bonifácio II (530-532)
56.João II (533-535)
57.São Agápito I (535-536)
58.São Silvério (536-537)
59.Vigílio (537-555)
60.Pelágio I (556-561)
61.João III (561-574)
62.Benedito I (575-579)
63.Pelágio II (579-590)
64.São Gregório I (590-604)
65.Sabiniano (604-606)
66.Bonifácio III (607)
67.São Bonifácio IV (608-615)
68.Adeodato I (615-618)
69.Bonifácio V (619-625)
70.Honório I (625-638)
71.Severino (640)
72.João IV (640-642)
73.Teodoro I (642-649)
74.São Martinho I (649-655)
75.São Eugênio I (655-657)
76.São Vitaliano (657-672)
77.Adeodato II (672-676)
78.Dono (676-678)
79.São Ágato (678-681)
80.São Leão II (682-683)
81.São Benedito II (684-685)
82.João V (685-686)
83.Cónon (686-687)
84.São Sérgio I (687-701)
85.João VI (701-705)
86.João VII (705-707)
87.Sisino (708)
88.Constantino (708-715)
89.São Gregório II (715-731)
90.São Gregório III (731-741)
91.São Zacarias (741-752)
92.Estéfano II (752)
93.Estéfano III (752-757)
94.São Paulo I (757-767)
95.Estéfano IV (767-772)
96.Adriano I (772-795)
97.São Leão III (795-816)
98.Estéfano V (816-817)
99.São Pascoal I (817-824)
100.Eugênio II (824-827)
101.Valentino (827)
102.Gregório IV (827-844)
103.Sérgio II (844-847)
104.São Leão IV (847-855)
105.Benedito III (855-858)
106.São Nicolau I, o Grande (858-867)
107.Adriano II (867-872)
108.João VIII (872-882)
109.Marino I (882-884)
110.São Adriano III (884-885)
111.Estéfano VI (885-891)
112.Formoso (891-896)
113.Bonifácio VI (896)
114.Estéfano VII (896-897)
115.Romano (897)
116.Teodoro II (897)
117.João IX (898-900)
118.Benedito IV (900-903)
119.Leão V (903)
120.Sérgio III (904-911)
121.Anastácio III (911-913)
122.Lando (913-914)
123.João X (914-928)
124.Leão VI (928)
125.Estéfano VIII (929-931)
126.João XI (931-935)
127.Leão VII (936-939)
128.Estéfano IX (939-942)
129.Marino II (942-946)
130.Agápto II (946-955)
131.João XII (955-963)
132.Leão VIII (963-964)
133.Benedito V (964)
134.João XIII (965-972)
135.Benedito VI (973-974)
136.Benedito VII (974-983)
137.João XIV (983-984)
138.João XV (985-996)
139.Gregório V (996-999)
140.Silvestre II (999-1003)
141.João XVII (1003)
142.João XVIII (1003-1009)
143.Sérgio IV (1009-1012)
144.Benedito VIII (1012-1024)
145.João XIX (1024-1032)
146.Benedito IX (1032-1045)
147.Silvestre III (1045)
148.Benedito IX (1045)
149.Gregório VI (1045-1046)
150.Clemente II (1046-1047)
151.Benedito IX (1047-1048)
152.Damasus II (1048)
153.São Leão IX (1049-1054)
154.Victor II (1055-1057)
155.Estéfano X (1057-1058)
156.Nicolau II (1058-1061)
157.Alexandre II (1061-1073)
158.São Gregório VII (1073-1085)
159.Victor III (1086-1087)
160.Urbano II (1088-1099)
161.Pascoal II (1099-1118)
162.Gelásio II (1118-1119)
163.Calisto II (1119-1124)
164.Honório II (1124-1130)
165.Inocêncio II (1130-1143)
166.Celestino II (1143-1144)
167.Lúcio II (1144-1145)
168.Eugênio III (1145-1153)
169.Anastácio IV (1153-1154)
170.Adriano IV (1154-1159)
171.Alexandre III (1159-1181)
172.Lúcio III (1181-1185)
173.Urbano III (1185-1187)
174.Gregório VIII (1187)
175.Clemente III (1187-1191)
176.Celestino III (1191-1198)
177.Inocêncio III (1198-1216)
178.Honório III (1216-1227)
179.Gregório IX (1227-1241)
180.Celestino IV (1241)
181.Inocêncio IV (1243-1254)
182.Alexandre IV (1254-1261)
183.Urbano IV (1261-1264)
184.Clemente IV (1265-1268)
185.Gregório X (1271-1276)
186.Inocêncio V (1276)
187.Adriano V (1276)
188.João XXI (1276-1277)
189.Nicolau III (1277-1280)
190.Martinho IV (1281-1285)
191.Honório IV (1285-1287)
192.Nicolau IV (1288-1292)
193.São Celestino V (1294)
194.BonifácioVIII (1294-1303)
195.Benedito XI (1303-1304)
196.Clemente V (1305-1314)
197.João XXII (1316-1334)
198.Benedito XII (1334-1342)
199.Clemente VI (1342-1352)
200.Inocêncio VI (1352-1362)
201.Urbano V (1362-1370)
202.Gregório XI (1370-1378)
203.Urbano VI (1378-1389)
204.Bonifácio IX (1389-1404)
205.Inocêncio VII (1406-1406)
206.Gregório XII (1406-1415)
207.Martinho V (1417-1431)
208.Eugênio IV (1431-1447)
209.Nicolau V (1447-1455)
210.Calisto III (1455-1458)
211.Pio II (1458-1464)
212.Paulo II (1464-1471)
213.Sixto IV (1471-1484)
214.Inocêncio VIII (1484-1492)
215.Alexandre VI (1492-1503)
216.Pio III (1503)
217.Júlio II (1503-1513)
218.Leão X (1513-1521)
219.Adriano VI (1522-1523)
220.Clemente VII (1523-1534)
221.Paulo III (1534-1549)
222.Júlio III (1550-1555)
223.Marcelo II (1555)
224.Paulo IV (1555-1559)
225.Pio IV (1559-1565)
226.São Pio V (1566-1572)
227.Gregório XIII (1572-1585)
228.Sixto V (1585-1590)
229.Urbano VII (1590)
230.Gregório XIV (1590-1591)
231.Inocêncio IX (1591)
232.Clemente VIII (1592-1605)
233.Leão XI (1605)
234.Paulo V (1605-1621)
235.Gregório XV (1621-1623)
236.Urbano VIII (1623-1644)
237.Inocêncio X (1644-1655)
238.Alexandre VII (1655-1667)
239.Clemente IX (1667-1669)
240.Clemente X (1670-1676)
241.Inocêncio XI (1676-1689)
242.Alexandre VIII (1689-1691)
243.Inocêncio XII (1691-1700)
244.Clemente XI (1700-1721)
245.Inocêncio XIII (1721-1724)
246.Benedito XIII (1724-1730)
247.Clemente XII (1730-1740)
248.Benedito XIV (1740-1758)
249.Clemente XIII (1758-1769)
250.Clemente XIV (1769-1774)
251.Pio VI (1775-1799)
252.Pio VII (1800-1823)
253.Leão XII (1823-1829)
254.Pio VIII (1829-1830)
255.Gregório XVI (1831-1846)
256.Pio IX (1846-1878)
257.Leão XIII (1878-1903)
258.São Pio X (1903-1914)
259.Benedito XV (1914-1922)
260.Pio XI (1922-1939)
261.Pio XII (1939-1958)
262.João XXIII (1958-1963)
263.Paulo VI (1963-1978)
264.João Paulo I (1978)
265.João Paulo II (1978 – 2005)
266.Benedito XVI (2005 – )

A EDIFICAÇÃO DA IGREJA CATÓLICA NO APOSTOLO PEDRO, EDIFICAÇÃO ESSA DADA POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!




Por Karl Keating
Fonte: Catholic Answers
    



 O diálogo a seguir ilustra muito bem um debate entre um católico e um protestante quando este argumenta que a "Pedra" citada por Jesus em Mt 16,18 jamais poderia referir-se a Pedro, mas sim ao próprio Jesus, uma vez que as Sagradas Escrituras em muitas passagens identifica Jesus como a "rocha", a "pedra angular".

Antes de apresentar o diálogo, a Barca de Jesus observa que embora na maioria das passagens bíblicas "pedra" ou "rocha" realmente se refira a Jesus, existem exceções. O próprio Jesus que disse ser a "Luz do Mundo" (Jo 8,12) disse aos apóstolos que também eles deveriam ser "Luz do Mundo" (Mt 5,13). Além da passagem de Mt 16,18 onde a "pedra" referida não se trata de Jesus, como veremos claramente no diálogo abaixo, temos também, por exemplo, Is 51,1-2 (a "pedra" é Abraão) e 1Pd 2, 4-5 ("pedras vivas" é Jesus e também são os cristãos).

O fato de Jesus aplicar a Pedro uma figura que a Bíblia exaustivamente aplica a Jesus, bem mostra a intenção de Jesus em fazer de Pedro um representante de Cristo na terra. O que, por sinal, Ele confirmou explicitamente ao dar autoridade a Pedro não apenas de ligar e desligar na terra, mas também no Céu. Vamos, então, ao diálogo:

Protestante:

Em grego, a palavra para pedra é petra, que significa uma rocha grande e maciça. A palavra usada como nome para Simão, por sua vez, é petros, que significa uma pedra pequena, uma pedrinha.

Católico:

Na verdade, todo este discurso é falso. Como sabem os conhecedores de grego (mesmo os não católicos), as palavras petros e petra eram sinônimos no grego do primeiro século. Elas significaram "pequena pedra" e "grande rocha" em uma velha poesia grega, séculos antes da vinda de Cristo, mas esta distinção já havia desaparecido no tempo em que o Evangelho de São Mateus foi traduzido para o grego. A diferença de significados existe, apenas, no grego ático, mas o NT foi escrito em grego Koiné - um dialeto totalmente diferente. E, no grego koiné, tanto petros quanto petra significam "rocha". Se Jesus quisesse chamar Simão de "pedrinha", usaria o termo lithos. (para a admissão deste fato por um estudioso protestante, veja D. Carson, The expositors Bible Commentary [Grand Rapids: Zondervan, 1984], Frank E. Gaebelein, ed., 8: 368).

Porém, ignorando a explicação, insiste o protestante:

Vocês, católicos, por desconhecerem o grego, pensam que Jesus comparava Pedro à rocha. Na verdade, é justamente o contrário. Ele os contrastava. De um lado, a rocha sobre a qual a Igreja seria construída: o próprio Jesus ("e sobre esta PETRA edificarei a Minha Igreja"). De outro, esta mera pedrinha ("Simão tu és PETROS"). Jesus queria dizer que ele mesmo seria o fundamento da Igreja, e que Simão não estava sequer remotamente qualificado para isto.

Católico:

Concordo que devemos ir do português para o grego. Mas, com certeza, você concordará que, igualmente, devemos ir do grego para o aramaico. Como você sabe, esta foi a língua falada por Jesus, pelos apóstolos e por todos os judeus da Palestina. Era a língua corrente da região.

Muitos, talvez a maioria, soubessem grego, pois esta era a língua franca do Mediterrâneo. A língua da cultura e do comércio. A maioria dos livros do NT foi escrita em grego, pois não visavam apenas os cristãos da Palestina, mas de outros lugares como Roma, Alexandria e Antioquia, onde o aramaico não era falado.

Sabemos que Jesus falava aramaico devido a algumas de suas palavras que nos foram preservadas pelos Evangelhos. Veja Mt 27,46, onde ele diz na cruz, "Eli, Eli, Lama Sabachtani". Isto não é grego, mas aramaico, e significa, "meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?"

E tem mais: nas epístolas gregas de S. Paulo (por 4 vezes em Gálatas e outras 4 vezes em 1Coríntios), preservou-se a forma aramaica do novo nome de Simão. Em nossas bíblias, aparece como Cefas. Isto não é grego, mas uma transliteração do aramaico Kepha (traduzido por Kephas na forma helenística).

E o que significa Kepha? Uma pedra grande e maciça, o mesmíssimo que petra. A palavra aramaica para uma pequena pedra ou pedrinha é evna. O que Jesus disse a Simão em Mt 16,18 foi "tu és Kepha e sobre esta kepha construirei minha igreja."

Quando se conhece o que Jesus disse em aramaico, percebe-se que ele comparava Simão à rocha; não os estava contrastando. Podemos ver isto, vividamente, em algumas versões modernas da bíblia em inglês, nas quais este versículo é traduzido da seguinte forma: 'You are Rock, and upon this rock I will build my church'. Em francês, sempre se usou apenas pierre tanto para o novo nome de Simão, quanto para a rocha.

Protestante:

Se kepha significa petra, porque a versão grega não traz "tu és Petra e sobre esta petra edificarei a minha Igreja"? Por que, para o novo nome de Simão, Mateus usa o grego Petros que possui um significado diferente do petra?

Católico:

Porque não havia escolha. Grego e aramaico têm diferentes estruturas gramaticais. Em aramaico, pode-se usar kepha nas duas partes de Mt 16,18. Em grego, encontramos um problema derivado do fato de que, nesta língua, os substantivos possuem terminações diferentes para cada gênero.

Existem substantivos femininos, masculinos e neutros. A palavra grega petra é feminina. Pode-se usá-la na segunda parte do texto sem problemas. Mas não se pode usá-la como o novo nome de Simão, porque não se pode dar, a um homem, um nome feminino. Há que se masculinizar a terminação do nome. Fazendo-o, temos Petros, palavra já existente e que também significava rocha. (Obs da Barca de Jesus: Estrutura semelhante ocorre na língua portuguesa: Pedro e pedra.)

Por certo, é uma tradução imperfeita do aramaico; perdeu-se parte do jogo de palavras. Mas, em grego, era o melhor que poderia ser feito.

Além da evidência gramatical, a estrutura da narração não permite uma diminuição do papel de Pedro na Igreja. Veja a forma na qual se estruturou o texto de Mt 16,15-19. Jesus não diz: "Bendito és tu, Simão. Pois não foi nem a carne nem o sangue que te revelou este mistério, mas meu Pai, que está nos céus. Por isto, eu te digo: és uma pedrinha insignificante, e sobre a rocha edificarei a minha Igreja. ... Eu te darei as chaves do reino dos céus."

Ao contrário, Jesus abençoa Pedro triplamente, inclusive com o dom das chaves do reino, mas não mina a sua autoridade. Isto seria contrariar o contexto. Jesus coloca Pedro como uma forma de comandante ou primeiro ministro abaixo do Rei dos Reis, dando-lhe as chaves do Reino. Como em Is 22,22, os reis, no AT, apontavam um comandante para os servir em posição de grande autoridade, para governar sobre os habitantes do reino. Jesus cita quase que verbalmente esta passagem de Isaías, o que torna claríssimo aquilo que Ele tinha em mente. Ele elevou Pedro como a figura de um pai na família dos cristãos (Is 22,21), para guiar o rebanho (Jo 21,15-17). Esta autoridade era passada de um homem para outro através dos tempos pela entrega das chaves, que se usavam sobre os ombros em sinal de autoridade. Da mesma forma, a autoridade de Pedro foi transmitida, nestes dois mil anos, através do papado.